O que é o PNL


É um estudo da nossa forma de pensar, de como se estrutura a nossa realidade subjectiva e de como podemos encontrar novas formas de pensar e consequentemente de agir,  para obtermos melhores resultados.  A PNL baseia-se na pressuposição de que todo comportamento tem uma estrutura mental que pode ser identificada, modelada, ensinada e (re)programada.

A palavra "Neuro" da PNL reconhece a ideia fundamental de que todos os comportamentos nascem dos processos neurológicos da visão, audição, olfacto, paladar, tacto e sensação. Percebemos o mundo através dos cinco sentidos. "Compreendemos" a informação e depois agimos. A nossa neurologia inclui não apenas os processos mentais invisíveis, mas também as reacções fisiológicas a ideias e acontecimentos. Uns reflectem os outros no nível físico. Corpo e mente formam uma unidade inseparável, um ser humano. A palavra "Linguística" do título indica que usamos a linguagem para ordenar nossos pensamentos e comportamentos e nos comunicarmos com os outros.

A Programação Neurolinguística (Neurolinguistic Programming, NLP) é um conjunto de técnicas ou recomendações que visam a auto-ajuda ou a melhoria da performance de uma pessoa numa determinada acção.

A PNL trata da forma como cada pessoa "codifica" as suas experiências anteriores e como essas "codificações" influenciam posteriormente as suas atitudes, crenças e comportamentos. Trata também, e principalmente, da forma como é possível alterar essas "codificações" e, como consequência, permitir às pessoas, ou instituições, terem mais opções e mudarem os seus comportamentos. Mas, em adição a ser um agente para indivíduos saudáveis, a PNL é também usada como psicoterapia individual para problemas tão diversos como fobias, depressões, DDA, TAG bem como para problemas patológicos mais severos como: Esquizofrenia, DOC, Doença Bipolar entre outras.

A PNL tem demonstrado poder alterar todos os aspectos da sua vida melhorando as suas relações com as pessoas queridas, aprendendo a ensinar, aumentando a sua auto-estima, maior motivação, melhor compreensão da comunicação, melhorando o seu negócio ou a sua carreira... e um imenso conjunto de outras coisas que envolvem o cérebro humano nas suas capacidades multifacetadas de interpretar e se relacionar socialmente. Finalmente, noutro dos seus muitos papeis onde tem sido empregue com enorme sucesso, a PNL também pode transformar empresas e instituições. Os defensores da PNL afirmam que ela se dirige a indivíduos saudáveis e empresas que pretendem atingir o seu máximo potencial e obter grandes sucessos num mercado cada vez mais concorrencial.

Sendo assim, poderemos considerar que a Programação Neurolinguística é a: “Tecnologia da Excelência Humana

PNL A CIÊNCIA DA MENTE

Para além dos padrões comportamentais, uma das maiores descobertas da PNL é a de “sistemas representativos”. Isto refere-se à representação interna da informação que entra no sistema através de um ou mais dos cinco sentidos (sub modalidades). Representamos o mundo para nós mesmos através de imagens mentais, sons e construções espaciais.

Os padrões são sistemas de crenças e percepções filtradas da realidade, criadas em um momento do passado e que podem, por mudanças das circunstâncias ou das próprias pessoa, se tornarem inapropriadas. Assim, "reprogramar" uma pessoa, pelo ponto de vista da PNL, é ajudá-la a modificar os seus padrões mentais e entender os seus meta programas básicos, que os formaram.

Um dos pontos básicos de que a PNL trata diz respeito ao que é chamado diferença entre o mundo real e o mundo percebido. A mente cria modelos da realidade, usando referências dos cinco sentidos. E estes modelos são "filtrados" pela focalização da atenção, de modo que o mesmo estímulo percebido se transforma em comportamentos totalmente diferentes, para várias pessoas. Um esquimó, por exemplo, percebe o gelo e a neve de forma completamente diferente de uma pessoa urbana. A sua experiência da neve é mais rica, com muito mais referências. De certa maneira, ele "vive  noutro mundo subjectivo".

Isso é a mente para a PNL - uma construção de experiências perceptivas, num processamento em várias camadas. Por praticidade, chama de níveis conscientes e inconscientes, mesmo sem se preocupar se cientificamente existe o inconsciente. Usa o termo porque ajuda nos seus processos práticos. Ela juntou vários conceitos e constatações da Teoria da Comunicação, da Linguística, da Cibernética, da Teoria dos Sistemas e da Gestalt, da Terapia Familiar, da Hipnose Ericksoniana, da Neurociência e a partir deles criou alguns pressupostos, uma série de parâmetros para entender a "caixa preta" da mente humana, e assim entender como mudar o comportamento humano a partir da comunicação.

Diferentes partes do cérebro estão envolvidas no pensamento e no processamento dos dados recebidos dos diferentes sentidos. Por exemplo, o lóbulo occipital é principalmente responsável pela visão. O tálamo contem centros nervosos responsáveis pelos reflexos ópticos e auditivos, bem como pelo equilíbrio e postura. O hipotálamo é responsável pela manutenção e regulação do metabolismo, temperatura do corpo, e emoções que afectam o batimento do coração, apetite, excitação sexual e a pressão arterial. O lóbulo parietal é onde o processamento dos impulsos relacionado com o tacto ocorre, incluindo percepções de temperatura, textura, tamanho, forma e peso. O lóbulo temporal processa e correlaciona a audição e o olfacto. Que parte do cérebro é colocado em acção quando experimentamos algo, quer para efeitos de recordação quer de codificação, depende dos sentidos envolvidos na experiência.

É comummente aceite que o nosso cérebro não diferencia, o estado emocional de uma recordação fóbica de, um acontecimento real. As mesmas moléculas neurotransmissoras e os mesmos receptores são envolvidos neste processamento psiconeurológico, nomeadamente na “fenda sináptica”. Sabemos mesmo que o estado emocional, em que nos encontramos neste momento, afecta o lado emotivo de uma recordação antiga. Todas estas complexas interacções mente/cérebro são processadas por milhares de células nervosas (neurónios) num processo neuroquímico que, não só altera o nosso comportamento, mas também a forma como percebemos e interpretamos o mundo que nos rodeia.

As técnicas de PNL, com os exercícios de mudança, podem ser considerados "mecanismos de Eureka". Ou seja, eles visam alinhavar o pensamento lógico e o intuitivo, a dedução e a indução, conectando toda a motivação e emoção que podem estar dispersas no indivíduo, para ficarem ao serviço de suas decisões. A PNL utiliza técnicas que poderíamos chamar de meditativas e hipnóticas para ajudar na estimulação de substâncias neurotransmissoras (serotonina, dopamina, acetilcolina entre outras), e assim recuperar "estados focalizados" fazendo com que a pessoa utilize o seu pensamento da melhor maneira possível. Logo, parte dos exercícios recorrem a "estados alterados de consciência", ou estados de transe para ter acesso a todas as potencialidades do cérebro Humano.

As Bases da PNL

A Programação Neurolinguística é definida como o estudo da estrutura da experiência subjectiva e o que daí pode ser calculado e é edificado sobre a crença de que todo o comportamento tem estrutura subjectiva. Isto é, não poderemos separar os significados dos significantes. Assim sendo, este conceito foi especificamente criado de modo a permitir fazermos magia criando novos modos de compreender como a comunicação verbal e não verbal afecta o cérebro humano. Tal como se apresenta a todos nós a oportunidade não só de comunicar melhor com os outros, mas também aprender a ganhar mais controle sobre o que consideramos serem funções automáticas da nossa mente. A PNL aceita a noção de uma mente inconsciente que é um reservatório de ideias e desejos de que não temos consciência e que constantemente nos afectam o comportamento, limitando-o. Também aceitam o papel da hipnose como uma ferramenta dinâmica para penetrar a mente inconsciente. John Grinder afirma mesmo que: "O inconsciente não contém substantivos, apenas verbos...

Na Programação Neurolinguística, os conceitos de consciente ou inconsciente, baseiam-se na noção de Sigmund Freud, dos conteúdos dinâmicos do inconsciente e a sua influência no pensamento e acção conscientes; usa comportamento e linguagem metafóricos, especialmente baseado no método usado por Freud na Interpretação dos Sonhos e hipnoterapia, tal como a desenvolveu o psiquiatra americano e pai da hipnose moderna Milton Erickson. A PNL é também fortemente influenciada por vários modelos, entre outros, pelos trabalhos de Gregory Bateson e Noam Chomsky.

Na sua estrutura a PNL reúne e usa, por vezes com profundas alterações, alguns conceitos de vários autores e disciplinas. Desde o paradigma Construtivista ao Cognitivista, passando pela Gestalt, todos estes modelos serviram de fonte de inspiração para os criadores da Neurolinguística.

Veja, em baixo as fontes e os principais conceitos usados pela PNL.

Fonte

Conceito

Uso

Pavlov

Reflexo Condicionado

"Programação" de certos reflexos e comportamentos

Freud

Inconsciente

Muitas das nossas atitudes, crenças e comportamentos não encontram a sua justificação em ideias conscientes, mas em estruturas inconscientes

Miller, Galanter e Pribam

Percepção e Estrutura

A capacidade de percepção do cérebro humano e a estrutura do comportamento humano. A PNL utiliza estes dois conceitos na noção de estratégia mental

Watzlawick e Escola de
Palo Alto

Sistemas de Percepção e Sistemas
 de Representação

As noções de sistemas de percepção e sistemas de representação como activistas da mudança

Maslow

Pirâmide das Necessidades

Uma nova necessidade emerge quando as anteriores estão satisfeitas e, portanto, já não são suficientes

Carl Rogers

Congruência e Incongruência

Diferença entre o que o indivíduo diz e o que ele faz

Milton Erickson

Âncora e Modelos de hipnoterapia

Uma âncora é a conexão neurológica entre um estímulo e um tipo de representação que lhe foi associada num dado momento

Chomsky

Estruturas profundas e Estruturas
de superfície

Tal como a gramática generativa de Chomsky também nos modelos mentais existem estruturas de superfície e estruturas profundas

Informática

Modelos, feed-back, programação,
software, hardware, programar,
modelizar, processar, etc.

A PNL "reutiliza" vários conceitos quer da cibernética (feed-back), quer da informática

 

Solicite já mais informações »