Hipnose Ericksoniana
“o transe é o período durante o qual as limitações de uma pessoa, no que diz respeito à sua estrutura comum de referência e crenças, ficam
temporariamente alteradas de modo a que o paciente se torne receptivo aos padrões, às associações e aos moldes de funcionamento que conduzem à solução de problemas”.
Milton H. Erickson A hipnose Ericksoniana, assim denominada por ter sido criada pelo Dr. Milton Erickson, fundador da American Society of Clinical Hypnosis, surgiu como modernização da hipnose clássica.
Fruto dos esforços de Milton Erickson, na divulgação da técnica enriquecida por métodos próprios, conseguiu que em 1955 a British Medical Association aprovasse o uso da Hipnose por médicos e dentistas, propondo que a técnica fosse ensinada nas universidades, mais tarde o mesmo acontece nos EUA, sendo recomendado o uso da hipnose a todos os profissionais de saúde.
Assim, a hipnose Ericksoniana, também designada por hipnose naturalista, trabalha os estados de transe a partir do transe natural, numa perspectiva inteiramente inovadora que responde às características de cada paciente.
Deste modo o hipnoterapeuta apresentasse como um facilitador na relação terapêutica, que empreende um trabalho de cooperação na busca do bem-estar e desenvolvimento da pessoa que o consulta.
Esta abordagem procura utilizar e expandir o transe natural, prolongando-o durante a sessão, o qual permite trabalhar o consciente mas com o acesso aos poderosos recursos do inconsciente, através do transe conversacional.
Desta forma, o paciente quase que não se apercebe que está em transe, e o hipnoterapeuta pode desenvolver um trabalho, adequado a cada paciente em específico, procurando dentro dele os seus melhores recursos, muitas vezes esquecidos, como se de pedras preciosas em bruto se tratassem, para limpa-los, lapidados e oferece-los de presente de novo ao paciente.
Transe Natural: É um estado no qual atribuímos mais significância ao que sentimos em função da consciência periférica, contudo, sem perder o controlo da relação com o exterior. Recentes estudos apontam que este transe ocorre várias vezes no dia, ainda que não guardemos pleno registo na nossa memória consciente.
Curiosamente nem nos apercebemos que durante o transe, as sensações corporais também se modificam, resultado da segregação de importantes moléculas neurotransmissoras, fazendo alterar a nossa percepção psicológica.
Podemos concluir que é uma espécie de sonho acordado, durante o qual, e de acordo com as actividades registadas em resultados electroencefalográficos nos dois hemisférios do cérebro, predomina a actividade do cérebro direito, e talvez tenha a mesma função de equilíbrio psíquico que possui o sonho enquanto dormimos.